TOP 7 melhores celulares custo-benefício em agosto de 2026
Separei sete celulares que valem cada centavo em agosto de 2026, todos abaixo de R$ 2.800. Testei cada um deles aqui no Oficina da Net, então esquece ficha técnica, vou te contar exatamente o que vale a pena e o que decepciona em cada um. Bora começar pelo mais em conta.
Top 7 celulares custo benefício em agosto
7. Galaxy A17 5G
O Galaxy A17 continua na lista pelo quarto mês seguido, prova de que dá pra achar celular barato que não é uma bomba.
A versão com 4 GB de RAM já aparece na faixa dos R$ 700, mas a recomendação é pegar a de 8 GB, que foi a testada aqui e entrega uma experiência bem melhor. É importante entender a proposta do aparelho: ele não foi feito pra quem joga Genshin Impact, edita vídeo ou vive com uma penca de aplicativo aberto ao mesmo tempo, e sim pra quem quer navegar nas redes sociais, usar WhatsApp, banco e assistir vídeo no YouTube e no TikTok.
A tela é o maior destaque: painel Super AMOLED de 6,7 polegadas, Full HD+ e 90 Hz, algo que ainda faz diferença nesse preço. A Samsung também promete até 6 anos de atualização, embora eu ache difícil o processador Exynos 1330 aguentar todo esse tempo com bom desempenho. Mesmo na versão com 8 GB, ele resolve o dia a dia numa boa, mas sem espaço pra jogo pesado.
A bateria decepcionou. Apesar dos 5.000 mAh, o A17 não completou nosso teste de autonomia, algo estranho justamente num celular barato, que costuma se sobressair na bateria.
Nas câmeras, a principal de 50 MP faz boas fotos de dia, com cores agradáveis. As lentes ultrawide e macro, confesso, estão ali só pra completar a ficha técnica. Com 8 GB e 256 GB rondando pouco acima de mil reais, é a melhor opção pra quem quer gastar o mínimo possível.
6. Galaxy A36
Se o A17 é pra quem quer economizar ao máximo, o A36 é pra quem topa investir um pouco mais. Vá de 256 GB e 8 GB, que sai por volta de R$ 1.500, enquanto a versão de 128 GB custa entre R$ 1.300 e R$ 1.400, uma diferença pequena que compensa levar o dobro de espaço.
O salto está na construção: vidro Gorilla Glass Victus+ na frente e atrás, além de certificação IP67 contra água e poeira. A tela também evolui, Super AMOLED de 6,7 polegadas, agora com 120 Hz e até 1.900 nits de brilho, a mesma usada no Galaxy A56, que custa bem mais.
O Snapdragon 6 Gen 3 não impressiona nos números, mas entrega um resultado razoável: passou dos 650 mil pontos no AnTuTu aqui nos testes, rodou com fluidez e encarou Asphalt Legends e Diablo Immortal sem dificuldade. Um detalhe que gostei bastante foi a temperatura, mesmo jogando, o A36 se manteve frio.
Na bateria, terminou nosso teste com 11% de carga restante, dura o dia inteiro fora da tomada. O carregamento vai até 45W, embora a Samsung ainda mande só um carregador de 15W na caixa.
As câmeras seguem o padrão Samsung: a principal de 50 MP faz boas fotos de dia, com ótima faixa dinâmica. Pelo pacote completo, o A36 segue um dos intermediários mais fáceis de recomendar em 2026, não tenta ser o mais potente, e não precisa.
5. Moto G86
O Moto G86 prova que vale a pena esperar o preço cair. No lançamento, custando quase R$ 2.500, não fazia sentido recomendar, tinha concorrente melhor pelo mesmo preço. Só que no fim de junho encontramos ele saindo por R$ 1.360, o menor valor desde o lançamento, e foi aí que ganhou vaga nesta lista.
A Motorola caprichou onde normalmente só economizava: acabamento em polímero de silicone, Gorilla Glass 7i na tela e certificações IP68, IP69 e resistência militar, um dos celulares mais resistentes dessa faixa. A tela pOLED de 6,67 polegadas, resolução 1.5K, 120 Hz e brilho de até 4.500 nits também impressiona.
O Dimensity 7300 marcou cerca de 658 mil pontos no AnTuTu, praticamente empatado com o Galaxy A36. A performance não decepciona, mas falta otimização pra jogo pesado: Asphalt e Call of Duty rodam bem, já Genshin Impact e CarX Street ficam devendo, mesmo no gráfico médio.
As câmeras foram uma surpresa positiva. O conjunto é quase o mesmo do Moto G85, mas o processamento melhorou bastante, em algumas fotos o resultado até ficou melhor que o do Galaxy A36, principalmente em pouca luz e nas selfies.
A autonomia também impressiona: terminou nosso teste com 22% de carga restante, e o carregador de 30W já vem na caixa, levando pouco mais de uma hora pra completar.
R$ 1.360 é o melhor preço que já vimos até hoje pro Moto G86, e por tudo que ele entrega, vale cada centavo.
4. Motorola Edge 60 Neo
Se você sente falta de celular compacto, o Edge 60 Neo é a resposta da Motorola nesse mês. Enquanto toda a concorrência aposta em tela gigante de 6 ou 7 polegadas, a Motorola foi num caminho mais enxuto sem abrir mão de nada.
Reúne tudo que a gente valoriza num intermediário premium: acabamento em couro sintético, certificações IP68, IP69, resistência militar e Gorilla Glass na parte frontal. A tela também é sensacional, painel LTPO pOLED de 6,4 polegadas, resolução 1.5K, até 120 Hz e brilho de 3.000 nits. Nos testes, a nitidez chamou bastante atenção, e por ser um painel menor, a imagem parece ainda mais concentrada.
A Motorola também acertou na bateria. O antecessor, Edge 50 Neo, tinha autonomia duvidosa, mas o Edge 60 Neo terminou nosso teste de uso intenso com 16% de carga restante, finalmente um Neo que passa o dia inteiro longe da tomada.
O desempenho evoluiu com o Dimensity 7400, que dá conta de qualquer atividade ou jogo. A versão vendida aqui já vem com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, então dificilmente falta espaço.
Nas câmeras, o destaque é a lente teleobjetiva com zoom óptico de 3x, recurso que praticamente sumiu dos intermediários dessa faixa, com ótimos resultados em fotos de pessoas e objetos distantes.
Hoje ele aparece por cerca de R$ 1.800, e nessa faixa é um dos nossos favoritos do mês.
3. Galaxy A57
Comparado com o A56, o A57 melhorou tudo, só esqueceram de segurar o preço. Ficou mais fino e mais leve, com bordas menores que dão uma cara de linha “S”, o módulo de câmera ficou menos saliente, e a certificação subiu de IP67 para IP68.
A tela Super AMOLED+ de 6,7 polegadas, 120 Hz e 1.900 nits é praticamente idêntica à do A56. O problema mora no processador: o Exynos 1680 marcou 1,3 milhão no AnTuTu contra 1,2 milhão do antecessor, uma melhora quase irrelevante, e que fica pequena perto dos mais de 2 milhões do nosso número 2 dessa lista, o POCO X8 Pro. Em jogos pesados como Delta Force, o Xiaomi chega a rodar com o dobro da performance.
A bateria de 5.000 mAh continua sendo o ponto fraco: terminou nosso teste de 8 horas com 22% de carga, uma melhora frente aos 17% do A56, mas longe dos 42% do POCO. Suporta 45W, mas o carregador na caixa é de 15W.
Nas câmeras, o conjunto é o mesmo do ano passado, 50 MP principal, 12 MP ultrawide e 5 MP macro, com qualidade praticamente idêntica à do A56, e vídeos em 4K com estabilização óptica que continuam ótimos.
O sistema roda Android 16 com One UI 8.5, e o trunfo aqui são os 6 anos garantidos de atualização, o prazo mais generoso da lista, bem acima dos 3 anos da Motorola e dos 4 da Xiaomi.
Hoje ele já aparece por cerca de R$ 2.000 em oferta, faixa em que vale bem mais a pena que no lançamento.
2. POCO X8 Pro
Se pensa que só sabemos elogiar Samsung e Motorola, guardamos um dos melhores pra quase o final. Até R$ 2.300, o POCO X8 Pro é, pra nós, o segundo melhor custo-benefício do momento.
A Xiaomi caprichou no acabamento: laterais em alumínio, traseira de vidro com Gorilla Glass 7i, certificações IP68 e IP69K, além de detalhes como os anéis de LED ao redor das câmeras e o botão de energia vermelho. A tela AMOLED de 6,59 polegadas, resolução 1.5K, 120 Hz e brilho de até 3.500 nits impressiona pela qualidade.
O forte mesmo é o desempenho: o Dimensity 8500 Ultra chegou perto de 2 milhões de pontos no AnTuTu, disparado na frente dos principais concorrentes da Samsung e da Motorola nessa faixa. Rodou Genshin Impact e CarX Street a 60 FPS com praticamente 100% de estabilidade, um dos celulares mais rápidos que já testamos no Roda Liso nessa categoria.
A bateria também atropela a concorrência: os 6.500 mAh renderam um dos melhores resultados que já vimos aqui, terminando nosso teste com 42% de carga restante. O carregador de 100W já vem na caixa, levando pouco mais de 40 minutos pra completar.
Nem tudo é perfeito: a câmera não acompanha o resto. A principal de 50 MP até faz boas fotos de dia, mas fica atrás de outras opções do mercado, e a ultrawide de apenas 8 MP é uma das principais falhas do modelo. Isso só vai pesar pra quem é muito exigente com foto, quem compra POCO sabe que o forte da marca é desempenho.
Dificilmente existe compra melhor perto dos R$ 2.300 hoje em dia.
1. Motorola Edge 60 Pro
Fechando a lista com o nosso favorito do mês: o Motorola Edge 60 Pro, que veio pra corrigir o maior defeito do Edge 50 Pro, a performance abaixo da média.
Na construção, teve uma mudança que estranhei: as bordas deixaram de ser em alumínio e agora são de plástico, algo que não esperava num modelo “Pro”. A traseira é de silicone, com acabamento liso e agradável. Do lado da durabilidade, ele não decepciona: certificação IP68, IP69, resistência militar, e tela protegida por Gorilla Glass 7i.
A tela é um dos grandes destaques: painel P-OLED curvo de 6,7 polegadas, resolução 1220p. A taxa caiu de 144 Hz no modelo anterior pra 120 Hz, diferença que a maioria nem vai notar, mas o brilho deu um salto enorme, de 2.000 pra 4.500 nits de pico.
No desempenho, a Motorola finalmente acertou a mão com o Dimensity 8350 Extreme. No AnTuTu, marcou cerca de 1,3 milhão de pontos, bem acima dos 800 mil do Edge 50 Pro, embora ainda fique atrás dos 2 milhões do concorrente direto, o POCO F7. Na prática, roda tudo com fluidez, sem travar, e em jogos pesados como Genshin Impact entregou o dobro da performance do modelo anterior.
A bateria também deu um salto, saindo dos 4.500 mAh do Edge 50 Pro pra 6.000 mAh aqui. No nosso teste de 8 horas, terminou com 26% de carga restante, contra apenas 4% do modelo anterior. O carregamento caiu de 125W pra 90W, mas segue rápido, o carregador já vem na caixa.
Nas câmeras, o destaque é a telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3x, minha favorita do conjunto. No sistema, roda Android 15 com Hello UI, e a Motorola garante 3 anos de atualização, prazo mais curto que o de outras marcas dessa lista.
Lançado por quase R$ 4.000, hoje aparece em oferta por volta de R$ 2.600 a R$ 2.700, dentro do nosso teto de R$ 2.800. Entre os sete dessa lista, é o nosso número 1 em custo-benefício pra agosto de 2026.
E é isso, esses são os sete celulares que mais valem a pena comprar em agosto de 2026 até R$ 2.800. Se esse conteúdo te ajudou, compartilhe com um amigo.
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