Dell XPS 13 (9350) review: O notebook que estragou os outros
Se você procura por um ultrabook levíssimo e compacto, deve ter se deparado com o XPS da DELL, é um dos melhores ultrafinos ou só mais um notebook bonito?
Digo isso, porque o XPS 13 mudou muita coisa, olha só: Touchpad invisível, teclado diferente, poucas portas, e isso me faz questionar se é benefício ou problema.
Depois de usar ele por um mês, eu só tenho uma coisa para falar: vou sentir falta quando devolver para a DELL. Vem comigo, que vou te mostrar a fantástica tela, design mais bonito, IA e como a bateria se comporta
Dell XPS 13 (9350) Review
Design e construção
O primeiro contato é marcante porque o XPS não tenta parecer premium usando detalhes chamativos. Ele parece premium por que some com muitas coisas. O chassi em alumínio é extremamente rígido, não há flexão ao segurar por um canto e a sensação ao fechar a tampa lembra mais um livro de capa dura do que um notebook.

O peso pouco acima de um quilo muda completamente o uso diário. Não é só leve, ele te faz pensar que não tem nada na sua mala ou mochila, inclusive qualquer tamanho de mochila ele cabe super bem. E isso define o tipo de produto: um ultrabook super compacto, leve e perfeito para mobilidade.
Abrindo o notebook aparece a parte controversa. O interior inteiro é minimalista ao extremo. Descanso de pulso em vidro, teclado sem espaçamento entre teclas, touchpad invisível e uma barra de funções sensível ao toque. No primeiro momento parece mais conceito do que produto final.
Mas depois de alguns dias fica claro o que a DELL quis fazer aqui: eliminar distração visual. Não existem linhas, recortes ou texturas brigando pela sua atenção. O design tenta desaparecer enquanto você trabalha. Ele não quer parecer tecnológico, quer parecer silencioso visualmente. Tanto que eu sinto que faltou um led para informar que está ou não carregando, quando fechado é impossível saber se está ou não carregado.
Só que o minimalismo aqui foi até o extremo, contamos apenas com 2 portas USB-C do tipo Thunderbolt 4, nelas você consegue praticamente tudo, desde conectar algum outro dispositivo, até mesmo monitor externo compatível. Para eu utilizar mouse, fui obrigado a instalar um HUB USB ou então utilizar aqueles cabos OTG de smartphone.
Teclado e touchpad

Essa é a parte que mais gera dúvida. O teclado elimina espaços entre teclas e tem curso curto. Nos primeiros dias você erra mais porque sua memória muscular espera bordas entre teclas.
Depois da adaptação, a digitação fica rápida porque você não precisa mirar. Basta posicionar os dedos e pressionar. A eficiência aumenta, mas o prazer tátil diminui para quem gosta de teclados profundos.
O touchpad invisível passa pela mesma curva. Inicialmente você procura limites físicos e sente falta de referência. Após alguns dias, percebe que qualquer ponto funciona igual e para de pensar nisso.
A barra de funções sensível ao toque é o elemento mais divisivo. Visualmente limpa o design, mas perde precisão para quem depende de atalhos constantes.
Aqui a resolução é clara: não é melhor nem pior, é diferente. Quem se adapta ganha fluidez, quem não se adapta sente perda de controle.
Tela

Ao ligar o notebook, a tela muda imediatamente a percepção do produto. O painel OLED de com resolução 3K em apenas 13.4 polegadas, cria uma densidade de imagem absurda. O texto parece impresso e ícones não apresentam serrilhado mesmo muito próximos do rosto.
Mas o maior impacto não é nitidez, é contraste. O preto absoluto transforma o uso noturno e reduz o esforço visual. Curiosamente, o maior benefício não é assistir conteúdo, é trabalhar. Editar fotos, texto, navegar ou organizar janelas fica mais confortável porque o olho não precisa se adaptar a tons acinzentados. A capacidade de reprodução de cores é 100% DCI-P3, o que ao meu ver é ótima para edição de imagem.
Outro ponto importante é que a tela não tenta ser exageradamente brilhante o tempo todo. Ela tenta ser consistente. Ambientes internos ficam perfeitos e externos ainda são utilizáveis, mas o foco claramente é produtividade prolongada.
Lembrando que essa tela é sensível a toque, o que faz total sentido, especialmente se tratando de um notebook pequeno. O toque na tela facilita muito a agilidade quando não estamos com mouse conectado.
E por fim, contamos apenas com 60Hz de frequência, pouco ao meu ver, mas equiparado com concorrentes diretos.
Hardware e performance
A mudança dessa geração não é velocidade máxima, é comportamento. O processador Intel Core Ultra 7 258V, temos 4 núcleos fortes e 4 eficientes. Esse processador aqui não busca picos de desempenho, busca estabilidade com controle térmico. O resultado é um notebook que abre tudo instantaneamente, mantém várias tarefas simultâneas e permanece silencioso e pode manter tudo aberto, 32GB DDR5 dão conta até mesmo do Chrome. Em armazenamento, ele já vem com NVMe de 1TB, suficiente para a maioria das pessoas.
Você não percebe acelerações dramáticas, você percebe ausência de lentidão. Navegador pesado, edição de imagens, documentos grandes, tudo acontece sem aquecer ou disparar ventoinhas com frequência. Esse notebook é muito bom para programação também, no meu dia a dia ele supriu todas as necessidades nesse quesito.
Até jogos ocasionais funcionam melhor do que esperado para um ultrafino, mas isso é consequência, não objetivo. O foco aqui é consistência ao longo do dia. Esse problema é refletido também em edição de vídeo, programas mais leves como CapCut para edição de vídeos verticais é tranquilo, agora jogar um Premiere ou DaVinci e editar vídeos em 4K com placa integrada da Intel, é passar raiva em qualquer computador.
Talvez você seja editor e gostaria de usar essa máquina para seus vídeos, nesse caso eu vou ter que cortar o seu barato, ele não foi feito pra isso, o que também acaba me frustrando um pouco, especialmente pelo preço do produto.
Inteligência artificial
Aqui entra algo que você não abre manualmente. A IA do sistema não é um aplicativo, é um comportamento. Em videochamadas, o enquadramento acompanha o movimento, o olhar é corrigido e o ruído é removido sem afetar o desempenho.
Na prática isso muda a experiência porque não exige configuração. Funciona sempre, em qualquer software compatível. O computador entende o contexto da tarefa e ajusta recursos automaticamente.
Em edição de imagem e vídeo, seleções automáticas e remoções de objetos ou remoção de fundo ficam rápidas que parecem operações básicas. Não parece que o notebook ficou mais poderoso, parece que o software ficou mais leve.
Algo ainda mais útil para quem trabalha é a transcrição de áudio, imagine que você esteve em uma reunião, gravou todo o áudio, depois joga ele no Audacity, aqui eu peguei de exemplo um áudio de vídeo que havia acabado de gravar pro canal. Abre o áudio, vai em efeitos e pede para transcrever utilizando a NPU (afinal, ela foi feita para isso), então basta aguardar alguns minutos e está pronta a transcrição total da sua reunião. Agora você pode usar esse texto e pedir para a IA fazer um resumo da reunião ou criar tarefas, simples e funcional. Ou se é produtor de vídeo, a exportação do arquivo sai com os tempos, pode usar esse texto para gerar legendas automáticas.
A resolução do conflito aqui é sutil: você não percebe que está usando IA, só percebe que espera menos.
Bateria
O comportamento da bateria combina com todo o resto do produto: ela remove preocupação. Em uso misto de trabalho real, o notebook atravessa o dia inteiro sem necessidade de tomada.
Mais importante do que horas absolutas é a previsibilidade. A descarga é constante e você aprende rapidamente quanto tempo tem disponível.
Eu levei ele para São Paulo na cobertura de evento que fiz dos Galaxy S26, trabalhei uma manhã inteira escrevendo roteiro, editando conteúdos para o site e nem lembrei de carregar, foi então que eu percebi que não precisava levar o carregador junto, até por que um carregador de celular com capacidade de 65W em diante da conta de fornecer energia para o notebook.
Conclusão

O XPS 13 não tenta ganhar em especificação, tenta ganhar em experiência, e de fato é incrível usar esse notebook. Mas como dito antes, ele me frustrou um pouco em performance e preciso ser sincero, serve muito bem para o dia a dia de um editor de fotos e escritor, mas pelo preço pago, a performance bruta deveria ser outra.
Para quem procura um computador extremamente bonito, leve de carregar para qualquer lugar, com bateria que você praticamente esquece e provavelmente a melhor tela que eu já usei em um notebook, o XPS 13 é uma escolha muito fácil de recomendar.
Depois que você se acostuma com a forma de usar ele no dia a dia, principalmente em situações mais relaxadas, como trabalhar no sofá com o notebook no colo, fica difícil voltar para aqueles modelos maiores e mais pesados. A experiência de uso realmente conquista com o tempo… e vou confessar uma coisa: a parte mais difícil desse review vai ser devolver ele para a Dell.
Eu gostei bastante da experiência geral. Agora só falta a Dell fazer a parte mais difícil: alinhar esse notebook com preços que o brasileiro consiga pagar.
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