Logitech G PRO X SUPERLIGHT 2c: mouse gamer brilha em conforto e precisão | Análise / Review
Um dos destaques do evento G Play 2025, o Logitech G PRO X SUPERLIGHT 2c atendeu a antigos pedidos do público ao estrear como uma versão compacta de um dos mouses mais populares da marca. Mesmo com o tamanho reduzido, o lançamento prometia oferecer a mesma experiência de uso e os recursos do SUPERLIGHT 2 convencional, enquanto trazia vantagens como um peso ainda menor.
O TudoCelular teve a oportunidade de testar o mouse gamer de pequenas dimensões e, neste review, contamos se a Logitech conseguiu manter o pacote de funcionalidades da família sem realizar sacrifícios, junto de uma comparação com a variante de tamanho padrão.
Design e construção
Em relação ao visual e à construção, o Logitech G PRO X SUPERLIGHT 2c é idêntico aos outros membros da linha: temos um mouse simétrico, orientado para usuários destros, com corpo em plástico bastante sóbrio. Há apenas os botões principais, dois botões laterais e a roda de rolagem com clique, sem macros ou recursos adicionais. O periférico é oferecido nas cores preto, branco e rosa — testamos o modelo em preto.
Mesmo com a composição inteira em plástico, o dispositivo passa a sensação de ser bem construído ao trazer botões com cliques de boa resistência, pés em PTFE que deslizam bem e até alguns upgrades bem-vindos em relação ao SUPERLIGHT 2, como a roda de rolagem, que está mais firme e com transições mais marcadas entre cada estágio da rotação.
O grande destaque está nas dimensões reduzidas: a novidade possui 118,4 x 61,2 x 38,6 mm e pesa apenas 51 gramas, contra os 125 x 63,5 x 40 mm e 60 gramas do modelo tradicional. Se os números não parecem tão diferentes, a pegada muda de forma considerável e o SUPERLIGHT 2c é perceptivelmente mais leve e compacto.
A mudança é benéfica para quem possui mãos pequenas ou médias, e até para quem joga com as pegadas claw (que encosta a palma da mão no mouse e posiciona os dedos como uma garra) e fingertip (que apoia apenas as pontas dos dedos no acessório), oferecendo maior conforto. Com isso dito, se suas mãos são grandes, ou se você prefere maior largura, o SUPERLIGHT 2 padrão é uma escolha melhor.
Seja em virtude das reduções, ou por ajustes nos pés, o acessório desliza de forma mais suave quando comparado ao “irmão” maior, oferecendo menos atrito ao ser testado em um mousepad de tecido. Para completar, você encontra na caixa o dongle, cabo USB-C, pano básico de microfibra, adesivos para melhorar a pegada e tampa adicional com PTFE.
Configuração inicial e aplicativo
Assim como outros periféricos da gigante, o SUPERLIGHT 2c oferece um setup simples, bastando conectar o dongle sem fio em uma porta USB-A e sair usando. Fora isso, há memória interna para salvar até 5 perfis de configurações, o que permite ao usuário manter características como DPI e polling rate em PCs fora de casa.
No entanto, o potencial máximo do acessório é atingido quando o programa Logitech G HUB é instalado na máquina, proporcionando amplo nível de configuração. O app passou por mudanças recentes e está mais bonito, ainda que seja preciso ter um pouco de paciência — há uma grande quantidade de menus que podem ser confusos ou intimidadores, resultado dos diversos ajustes disponíveis.
Apesar disso, há funções bem-vindas: se não temos botões adicionais, o G HUB possibilita combinar atalhos no teclado aos cliques do mouse para criar macros, com uma granularidade bem grande, e é possível utilizar os modos 100% óptico ou híbrido das switches para priorizar velocidade de resposta do clique ou eficiência energética, respectivamente.
Também é através do programa que são oferecidos ajustes de DPI e polling rate, com o segundo recurso sendo um dos pontos altos do modelo ao atingir os 8.000 Hz, prometendo assim latência mínima, apropriada para jogadores profissionais.
Desempenho
Se não parece ser o caso ao olharmos a ficha técnica, o G PRO X SUPERLIGHT 2c é perceptivelmente menor nas mãos — usado lado a lado com o SUPERLIGHT 2, a novidade ocupa menos espaço na mão e é mais leve. É possível reduzir mais o peso ao remover a tampa na base, que torna o periférico compatível com o mousepad de recarga sem fio G POWERPLAY 2.
Essas características impactam no gameplay: notamos uma precisão maior de movimentação e dos cliques em nosso uso, provavelmente pelo formato estar mais adequado ao tamanho de mão. Reforça essa teoria o fato do 2c manter o sensor HERO 2 do “irmão” maior, com até 44.000 DPI, 88 G de aceleração e 888 IPS de velocidade.
Para avaliar a performance, jogamos as betas de Call of Duty: Black Ops 7 e de Battlefield 6, além de Tom Clancy’s: Rainbow Six Siege X. Sem surpresa, o pequeno dispositivo foi ágil e preciso, respondendo rapidamente aos comandos, sem exigir movimentos excessivos com o DPI ajustado para 4.500. O peso bastante baixo também contribuiu para a performance e o conforto.
Não fomos capazes de sentir diferenças entre os modos de 1.000 Hz e 8.000 Hz, mas há diversas variáveis que afetam os resultados, desde a percepção de atrasos do próprio usuário, até a taxa de atualização do monitor — testamos uma tela de 144 Hz e é esperado que painéis com taxas mais altas, como 240 Hz, 360 Hz ou até 500 Hz possam deixar as vantagens do polling rate maior mais notáveis.
E aqui está um ponto importante: o G PRO X SUPERLIGHT 2c realmente mira em jogadores profissionais e entusiastas, que exigem o máximo de desempenho. Caso você seja um usuário mais casual, o modelo certamente terá qualidade de sobra para o seu uso.
Interessados podem utilizar o mouse com o fio, mas há um alerta — o polling rate neste caso é limitado aos 1.000 Hz. Trata-se de uma falha desagradável considerando o posicionamento premium, ainda que possa estar relacionada com o foco no peso baixo, já que seriam necessário mais componentes na placa para lidar com isso.
Bateria
Considerando a redução de tamanho, a bateria do SUPERLIGHT 2c vai bem, mesmo quando há recursos avançados ligados. Como sempre, os resultados finais que você deve observar podem mudar de acordo com quais funcionalidades estão ativadas.
Realizamos testes sem modificar as configurações — as duas únicas mudanças realizadas no decorrer do período de avaliação foram o incremento de DPI do perfil padrão salvo no acessório, para garantir um funcionamento ininterrupto após um período sem mexê-lo, e o aumento do polling rate para 8.000 Hz, testado separadamente.
Configurado em 1.000 Hz, o mouse gamer compacto conseguiu 19 dias e 7 horas de autonomia antes de chegar aos 9% de carga restante. Já com 8.000 Hz, o número cai consideravelmente para quase 7 dias, tempo que segue respeitável quando consideramos que há concorrentes que duram menos em condições similares.
Recomendamos ativar o polling rate mais alto apenas para jogar, de forma a economizar bateria para o uso diário, ou ainda buscar um número intermediário, como 2.000 Hz ou 4.000 Hz, que devem oferecer um pouco mais de precisão sem impactar tanto a bateria.
A recarga é feita usando o cabo USB-C presente na caixa e também é veloz, levando pouco mais de 1 hora para recuperar 100% da carga. Conforme mencionado, é possível continuar usando o dispositivo conectado por fio, mas ao custo de um polling rate limitado a 1.000 Hz.
Considerações finais
O Logitech G PRO X SUPERLIGHT 2c consegue manter a experiência elogiada da família de mouses leves da marca em um pacote de tamanho reduzido, finalmente atendendo a pedidos antigos dos usuários. Mesmo menor, o dispositivo mantém boa construção e oferece desempenho pronto para quem busca por um modelo orientado para games competitivos.
Ainda assim, é preciso ter em mente que o dispositivo não deve agradar a todos — quem utiliza pegadas como a palm, ou possui mãos grandes, deve sentir incômodo ao utilizar o SUPERLIGHT 2c, situações em que o SUPERLIGHT 2 convencional é uma pedida melhor.
Também há áreas que merecem atenção da Logitech: apesar de não estragar a experiência, a impossibilidade de utilizar o polling rate de 8.000 Hz com fio desagrada ao pensarmos que há concorrentes com essa capacidade. Além disso, por mais que brilhe pela ampla personalização, o app G HUB pode ser intimidador para alguns usuários.
Por fim, as dimensões compactas podem exigir um pouco de adaptação, especialmente em relação aos botões laterais, cujo acesso requer mais movimentação dos dedos dependendo da pegada de cada usuário.
No geral, o SUPERLIGHT 2c é um excelente mouse de alto desempenho, desde que atenda ao seu tamanho de mão e/ou pegada, e possui poucos concorrentes oficiais no Brasil. Quem mais se destaca é o Razer Cobra HyperSpeed, que é ligeiramente maior e traz iluminação RGB, mas acaba sendo mais pesado e exigindo a compra de um dongle separado para uso do polling rate de 8.000 Hz.
Já aventureiros dispostos a abrir mão de garantia e encarar eventuais taxas podem arriscar modelos importados, tendo acesso a um cardápio bem variado com vantagens notáveis — opções como o Lamzu Maya 8K, o Hitscan Hyperlight e o Keychron Lemokey G1 têm tamanho semelhante e 8.000 Hz, além de serem mais leves.
No entanto, o modelo da Logitech é, no momento, uma das escolhas mais atraentes para quem quer jogar seguro, com preço oficial equivalente ao restante dos SUPERLIGHT de R$ 999. Com isso dito, caso tenha paciência, os valores certamente cairão com o tempo, tornando-o mais interessante.
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