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Nova ferramenta do ChatGPT lembra recurso do Windows 11 que caiu em desgraça

Resumo
  • A OpenAI lançou o Computer History, uma ferramenta para o ChatGPT que grava atividades do usuário no computador, criando uma linha do tempo para auxiliar na busca por informações. Disponível apenas no macOS, ela monitora cliques, digitação e mudanças de app.
  • O Computer History salva as atividades em resumos de texto no formato Markdown, permitindo que o ChatGPT encontre documentos, gere resumos e sugira automação de tarefas.
  • A ferramenta difere do Windows Recall, recurso adiado da Microsoft, pois não tira prints da tela, não vem ativada por padrão e armazena dados localmente por 48 horas, mas ainda apresenta riscos de segurança, como armazenamento não criptografado e possibilidade de ataques de injeção de prompt.

A OpenAI lançou uma ferramenta chamada Computer History para o ChatGPT. Disponível apenas no macOS para assinantes dos planos pagos, ela monitora o que o usuário faz no computador e cria uma linha do tempo, podendo usar essas informações nas respostas.

O recurso lembra muito o Recall, do Windows 11, que se propunha a algo parecido: registrar a atividade no sistema operacional e, a partir disso, ajudar o usuário a encontrar informações mesmo sem saber onde elas tinham sido vistas. Existem algumas diferenças, no entanto.

Como o Computer History do ChatGPT funciona?

O Computer History monitora cliques, digitação, atalhos do teclado e mudanças de app. Para isso, ele usa os recursos de acessibilidade do macOS. Essas atividades são convertidas em resumos de texto no formato Markdown e salvas localmente.

Com essas informações, o ChatGPT pode encontrar documentos e gerar resumos, por exemplo, sendo capaz de responder a perguntas como “No que eu estava trabalhando antes do almoço?”. Outra utilidade defendida pela OpenAI é identificar padrões de atividade, que permitem ao Computer History sugerir skills para automatizar tarefas.

OpenAI parece ter aprendido a lição da Microsoft

Se você acompanha o noticiário de tecnologia, deve ter se lembrado do Windows Recall ao ler sobre o Computer History. O recurso da Microsoft foi anunciado em maio de 2024, junto ao lançamento dos computadores Copilot+.

O Recall tinha proposta parecida, querendo lembrar tudo o que o usuário faz no computador para ajudá-lo a se lembrar de informações que ficaram perdidas: páginas visitadas mas não salvas, arquivos movidos de pasta, mensagens recebidas sem se atentar ao remetente.

A ferramenta tirava prints da tela periodicamente e usava inteligência artificial para “entender” as imagens. Com a Busca Rápida, o usuário poderia digitar termos vagos, como “planejamento da viagem”, para encontrar tudo que ele fez relacionado a esse tema.

O Recall caiu em desgraça rapidamente, recebendo críticas por ser invasivo demais e não ter o devido cuidado para armazenar as informações salvas. A ferramenta foi adiada diversas vezes e deixou de vir ativada por padrão no Windows 11. Os próprios desenvolvedores passaram a mostrar resistência ao recurso, bloqueando as capturas de tela.

O Computer History do ChatGPT parece tomar alguns cuidados para não escorregar nas mesmas cascas de banana que o Recall. Uma delas é não tirar prints da tela do computador. Seu antecessor, um projeto experimental chamado Chronicle, fazia isso, mas a versão oficial deixou de lado essa técnica.

Além disso, o recurso da OpenAI não vem ativado por padrão, sendo necessário ativá-lo deliberadamente. Em contas profissionais, o administrador da empresa precisa dar acesso à ferramenta. Também há controles sobre quais apps e sites o Computer History deve monitorar. E, claro, o ChatGPT não é um aplicativo de sistema — o Recall viria ativado por padrão no próprio Windows 11.

Por fim, os arquivos gerados pelo recurso são armazenados localmente e deletados após 48 horas.

Recurso do ChatGPT ainda tem riscos de segurança

Mesmo assim, nem tudo é perfeito. As informações são armazenadas de maneira não criptografada, o que significa que outros programas do computador podem acessá-las. Além disso, o processamento não é local, e os dados precisam ser enviados para os servidores da OpenAI. A empresa promete apagá-los depois disso.

Também existe o risco de ataques de injeção de prompt, aqueles em que um agente mal-intencionado consegue dar um comando para a IA fazer algo que ela não deveria, colocando o usuário em risco. Como o Computer History monitora e armazena o conteúdo de apps e sites, o ChatGPT fica muito mais exposto a instruções de terceiros.

Com informações do The Decoder, ZDNet, Thurrott e The Register

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