Hackers exploram falha em carteiras offline e roubam mais de R$ 650 milhões
Resumo
- Hackers exploraram bug em carteiras offline Coldcard da CoinKite e roubaram cerca de R$ 650 milhões em criptomoedas, afetando aproximadamente 7.300 usuários, de acordo com o site de análises Galaxy Research.
- Os cibercriminosos utilizaram um bug para acessar as contas e roubar criptomoedas, especificamente 2 mil bitcoins, em até quatro ondas de ataques coordenados.
- As autoridades dos Estados Unidos já foram alertadas sobre o ataque, e o Galaxy Research recomenda que os usuários mitiguem riscos, seja migrando para outro serviço ou criando uma nova senha.
Usuários de carteiras offline da Coldcard, da empresa CoinKite, sofreram um duro golpe na última segunda-feira (03/08): cerca de US$ 130 milhões em criptomoedas foram roubados, o que dá aproximadamente R$ 650 milhões. Os ataques foram coordenados por pelo menos 12 hackers e ocorreram em até quatro ondas, vitimando aproximadamente 7,3 mil usuários.
Segundo análise do Galaxy Research, os cibercriminosos aproveitaram um bug para acessar as contas, roubando, em um primeiro momento, 1,5 mil BTC. Em seguida, mais contas foram afetadas, totalizando algo em torno de 2 mil bitcoins retirados.
Carteira offline é um tipo de hardware que armazena a senha para criptomoedas sem manter uma conexão ativa, o que diminui a exposição a possíveis malwares. Elas são consideradas carteiras “frias” – por isso o nome Coldcard. Na brecha em questão, os hackers conseguiram quebrar a proteção em larga escala, sem invadir as carteiras em si.
Ataques contra criptoativos estão em alta
Esse é apenas o mais recente de inúmeros ataques a criptomoedas neste ano. Segundo o TechCrunch, já são cerca de 200 crimes e um prejuízo total de US$ 950 milhões, aproximadamente R$ 4,75 bilhões. Os dados são do monitoramento feito pela empresa TRM Labs.
O crime com carteiras offline chama atenção porque dependeu de uma linha de código inserida em 2021. Como as criptomoedas não ficam fora da rede – apenas a senha de acesso é armazenada offline –, bastou descobrir como as combinações foram geradas para obter o acesso. Essa deveria ser uma das formas mais seguras de guardar criptoativos, de modo que fiquem protegidos dos riscos da internet, mas ainda presentes na blockchain.
O que acontece a seguir
A movimentação de contas não ocorreu em massa: apenas 10% do volume de criptos nas carteiras roubadas foram movimentados na primeira onda de ataques. Como tudo fica registrado, o movimento direto acaba sendo arriscado também para os bandidos.
O perfil do Galaxy Research no X contou que as autoridades dos Estados Unidos já receberam informações sobre os atacantes e as vítimas. Ele também alertou que os adeptos de Coldcard tomem providências para mitigar riscos, seja migrando para outro serviço ou criando uma nova senha. A Coinkite recomendou atualizar os dispositivos e mudar a palavra-chave utilizada na carteira offline.
What did you think of this news? Leave a comment below and/or share it on your social media. This way, we can inform more people about the hottest things in technology, science, innovation, and gaming!
This news was originally published in:
Original source
